Roteiro Salvador-Maragogipe
Os mais antigos lembram bem dos tempos em que as embarcações da extinta Companhia de Navegação Baiana zarpavam diariamente de Salvador, paravam no porto de Maragogipe e, depois, seguiam até Cachoeira. Bons tempos, como diriam muitos deles. Algo parecido está funcionando desde meados de abril de 2009, quando foi implantada uma rota náutica de catamarã entre Salvador e a cidade de Maragogipe.
Claro que bem menos completa do que antigamente e sem aquela vitalidade que caracterizava o período que antecedeu o surgimento do sistema ferry-boat e a expansão das rodovias, que condenaram o transporte de passageiros pela Baía de Todos os Santos ao quase esquecimento. O novo roteiro entre Salvador e esta bela cidade do Recôncavo Baiano (feito de segunda a sexta-feira, com possibilidade de ser ampliado para os fins de semana) vem para sinalizar melhorias no turismo náutico e no destino visitado. É esta a expectativa dos envolvidos no processo.
Para a professora do curso de Turismo da Unifacs, Regina Celeste Souza (que acaba de publicar um levantamento completo intitulado Caminhos do Recôncavo: Proposição de Novos Roteiros Histórico-Culturais para o Recôncavo Baiano), o turismo na região está condicionado a um planejamento bem sintonizado com suas questões econômicas, sociais, ambientais e culturais.
Este planejamento deve considerar, inclusive, ações de impacto como a implantação de uma universidade federal no Recôncavo e novos investimentos previstos para a Baía do Iguape (da Petrobrás e do conglomerado de grandes empresas, como a Norberto Odebrecht, Ultratec, Setal, OAS e Queiroz Galvão), as quais integram o consórcio Rio Paraguaçu e pretendem realizar investimentos na indústria naval. Há um forte potencial, que precisa ser explorado com muita responsabilidade.